Tivemos, nessa última
semana, o 11º Ano da Mostra Cinema Conquista. Apesar, de em 2014 ter tido um
raso contato com o evento, esse ano, pudemos entrar com mais gosto no clima de
sétima arte do evento. Eu e as meninas do blog, cobrimos a abertura para nosso
blog da disciplina de Impresso I e vocês podem ver um pouco sobre o 1ª dia em
geral aqui.
Porém, para além das
linhas do texto jornalístico, senti uma vontade de falar mais abertamente sobre
a atmosfera geral da Mostra e de como foi bom ter um contato com ela.
Moro em Vitória da
Conquista quase um ano e meio e não posso afirmar com categoria como é o
cenário cinematográfico da cidade. Ela, berço de um dos grandes cineastas
brasileiros como Glauber Rocha, encontra sim público para diversos tipos de
fazer cinema. Em contra partida, fora iniciativas pontuais como a própria Mostra,
a atenção para o cinema do grande público é o comercial, que pouco dispõe de
variedades.
É nesse contexto que um
evento como o Mostra Conquista é tão importante. Ele propõe realmente o que seu
subtítulo prega: Um olhar para o novo cinema. Um novo olhar também para filmes
e produções originais.
Com uma seleção de
longas e curtas metragens, a Mostra traz documentários, filmes com temáticas
diferenciadas, produções locais, ou derivadas de projetos e de cineastas que
procuram sair do óbvio. Vai ter palavrão, vai ter metalinguagem, filosofia,
história, cena de sexo. E taí o melhor da Mostra: você sair com novas bagagens,
com uma nova forma de pensar.
Nessa semana, surgiu
uma discussão em sala de aula sobre um dos curtas exibidos lá e que causou
certos desconfortos numa colega. O melhor de tudo foi o lindo debate que
suscitamos depois disso. Tinha demasiados palavrões? Chocou? Será que precisava
disso? Sim! Porque era essa a intenção; trazer o expectador para uma nova zona.
O cinema para muitos é uma forma de libertação,
de representatividade de pensamentos, de situações e de contexto, que muitas
vezes vai tender paro lado fictício, mas também se aproximar da realidade.
Nesse debate falamos de cinema marginal, dos burburinhos do público, de como é
importante ser chocado, e saímos de lá, todos, expandindo conceitos.
Confesso que eu mesma
me senti um pouco inquieta (não por mim, mas por está em coletividade)
assistindo cenas explícitas... Mas depois pensei que essa “inquietude” era tão
interessante. Faz pensar porque a gente cria esses pudores, ou silêncios para
determinadas discussões.
Como outro professor,
ressaltou em outra aula: “Aposto que quem esteve presente em uma semana de
Mostra Cinema Conquista, saiu de lá transformado”. E eu apenas concordo com
ele. Se teve a oportunidade de pensar um pouco sobre qualquer assunto abordado,
então eventos como esse teve um papel cumprido.
A Mostra Cinema
Conquista, além dos curtas e dos longas, também trouxe nas noites das exibições
apresentações e intervenção de teatros na área externa!
Fora que o próprio
evento homenageava o artista conquistense Paulo Tiago. Teve curtas sobre ele,
uma companhia de teatro que era de sua tutela e ainda exposições de artes do
homenageado. Foi uma ótima oportunidade para ser apresentada ao seu trabalho,
pois confesso não conhecia.
Eu assisti ao doc Para Sempre Teu, Caio F. de Candé Salles, que
foi uma perfeita escolha para a abertura. Aposto que despertou um gostinho poético
em muita gente. Também vi o longa Sangue Azul de Lírio Ferreira. Peguei o
finalzinho do lançamento da Revista Caderno de Cinema e de alguns Papos de
Cinema. Queria ter assistido muitos outros filmes, porém saudades
disponibilidade.
Estar na semana Mostra
Cinema Conquista, mesmo não participando de tudo, é estar dentro de um clima de
arte. Talvez seja a área pela qual estou inserida, mas a gente sente essa
atmosfera. Que venham muitos outros anos. Já quero Ano 12, e já quero
participar bem mais.
Paula Joane
Fotos: Paula Joane & Julie Hevellyn
Fotos: Paula Joane & Julie Hevellyn










Um evento como esse é super importante, acredito que em todas as cidades do país. O inquietante, o que incomoda, mas instiga de alguma forma nas representações artísticas quase sempre me interessam, acho isso muito único de presenciar.
ResponderExcluirBeijos
Meu Outro Lado
Com certeza, Jeniffer. Ver inquietações é ter uma oportunidade até de conhecermos mais das vivências humanas. E lá está a arte para promover e representar tudo isso. Não é meio mágico?
ExcluirQue possamos ter mais eventos assim em muitas cidades pelo pais.
Obrigada pelo comentário.
Beijão.
#Paula
Um evento que mexe com a gente, com nossos pensamentos já vale muito a pena!
ResponderExcluirBjs
http://achadosdamila.blogspot.com.br/
Vale sim! *-* É muito bom sair da nossa zona de conforto e conhecer mais cenas plurais.
ExcluirBeijão e obrigada pelo comentário.
#Paula