Hoje
quero falar de um livro que entrou na minha vida por puro acaso: eu
estava dando uma olhada no site de uma livraria e o vi custando menos
de R$ 10,00. Num impulso consumista, comprei – e não me arrependo.
Sabe quando você tá de ressaca literária e ainda não tá pronto
pra mergulhar em fortes emoções, aventuras, dramas, etc? Esse livro
é pra dias assim, em que você só quer alguma coisa divertida e
tranquila, pura e simplesmente pra se distrair mesmo – sem muito
stress. Ainda assim, consegue te fazer refletir.
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Um
resumo da visão de mundo da Natalie
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Mas
a vida perfeitamente planejada de Natalie começa a desmoronar quando
Spencer, uma garota mais nova de quem ela costumava ser babá,
ingressa no mesmo colégio de Natalie. Spencer é uma garota alegre,
que gosta de se divertir com garotos e explorar sua sensualidade –
o que Natalie considera vulgar, de modo que isso a faz enlouquecer na
tentativa de “ajudar” a menina. Spencer, no entanto, é bem
resolvida e não está a fim de ver os garotos como inimigos e manter
distância deles. A partir daí, o mundo bem-construído de Natalie
vira de ponta-cabeça e ela descobre que, embora ela possa ensinar a
Spencer uma ou duas coisas, ela tem muito a aprender com a garota de
quem um dia foi babá – e Autumn também precisa dessa ajuda.
É
um livro escrito para adolescentes, e com uma temática bem típica
dessa idade: crises de colégio, amizades, namoros... Tudo bem leve,
clima de filme da Sessão da Tarde mesmo. Mas isso não quer dizer
que não se pode tirar proveito da história, especialmente quando se
tem disposição para ver as coisas de um ângulo diferente e quebrar
tabus.
Prova
disso é Spencer, que encarna o papel do que essa nossa sociedade
hipócrita e machista (sou revoltada com isso sim u.u) chama de
“garota fácil”, do tipo que “é pra pegar, mas não pra
namorar”, e Natalie a vê exatamente dessa forma. Mas Spencer é
exatamente a quebradora de tabus da história – ela não tem medo
de assumir o que gosta de fazer, não se incomoda com o que falam
dela e sabe cuidar de si mesma. Numa sociedade em que as “mulheres
que prestam” são recatadas e tímidas, Spencer é autêntica e
valoriza a visão que tem de si mesma, e não a que os outros têm
dela – algo que admiro muito.
Esse
não é um livro que vai te fazer surtar com mistérios, lutas e
aventuras, mas te proporciona algumas horas de leitura tranquila.
Além disso, se você mantiver a mente e o coração abertos, vai
aprender muito com ele e passar a ver o mundo de um modo diferente,
quebrando alguns preconceitos com relação aos outros e talvez até
a si mesmo, e isso sempre vale a pena!
E
você, conhece o livro? Fala dele com a gente!
Julie
Hevellyn
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